terça-feira, 23 de dezembro de 2014

19/12/2014 O dia que deveria ter tido outra data.



 Oi Lela, tudo bem com você? Eu espero que esteja tudo bem.
Já se passaram três dias desde que eu fui te ver ai no Rio, minha cabeça ainda não está muito boa com tudo aqui que aconteceu eu ainda estou meio estranho com certas coisas que conversamos naquele dia, certas coisas não me descem a cabeça. As coisas não saíram como eu queria mas de certa forma eu subi naquele ônibus feliz...Feliz por ter te visto uma última vez (?) e dessa vez ter sido direito, não daquele jeito escroto que eu fiz de simplesmente sumir.
Eu não deveria ter sumido no começo do ano, eu achei que seria melhor se eu sumisse pra não causar mais problemas mas hoje eu vejo que não deveria ter feito isso e muito menos ter te ignorado daquele jeito...Eu deveria ter ido no Anime Friends te ver ou na BGS eu me arrependo tanto de não ter isso de ver antes, de não ter ido de abraçar antes. Na rodoviária enquanto você não chegava eu ficava rodando naquele lugar te procurando desesperado pra você chegar, quando eu te vi a única reação que eu tive foi levantar a mão pra te dar “oi” mas depois disso eu só queria ir pra perto de você e dar um abraço que por sinal eu poderia ficar o dia inteiro com você daquele jeito eu só queria passar um dia com você. O Rio é uma cidade estranha pra mim, completamente plana nem nada em volta, Jacareí tem morro pra todos os lados que você vá e em volta tem mais morro pra completar a paisagem; O povo eu falei que era estranho na verdade não são estranhos só ai, aqui eles são igualmente estranhos, mas apesar de reparar nessas coisas comuns de um cidadão do interior visitando a cidade grande, mas eu só conseguia prestar atenção em você. Você estava linda com aquele vestido azul e o seu cabelo não estava liso como eu achei que estaria, estava ondulado como sempre...Você estava linda.
Na fila que ficamos pra comprar a passagem pra eu ir embora estava indignado com você, parecia que você estava com medo de mim só ficava longe e eu te cutucando na cintura pra te chamar a atenção e vir pra perto, toda vez que eu te dava um abraço eu me sentia muito melhor e menos indignado com você. Os presentes que você me deu eu vou guardar todos, os papeis e a sua passagem estão guardadas no meu cesto que fica na minha frente quando estou no quarto, o pingente com o seu nome eu coloquei na minha chave junto com o chaveiro de urso pra não te esquecer pra você andar sempre comigo. Obrigado por ter me dado essas coisas. Eu te perguntei diversas vezes se ir pro playground do seu prédio era uma boa ideia porque alguém poderia da sua família poderia nos ver e dar mais dor de cabeça pra você, você disse que não tinha e mesmo assim quase nos pegaram sorte que seu irmão não me conhece de rosto ou qualquer outra coisa. No seu prédio eu estava ficando bravo com você, eu ficava chamando a sua atenção pra olhar pra mim só que você ainda tem a sua mania de ficar olhando pra formiga que passa no seu pé, eu ficava chamando a sua atenção pra ter uma desculpa pra você me olhar e te beijar...Só que agora eu me pergunto: Eu fiz certo em te beijar? De ficar abraçado com você o dia inteiro (Disso eu não me arrependo) e acima de qualquer dúvida eu me pergunto: Será que eu fiz alguma coisa de errado nesse dia? Eu acho que fiquei quieto demais e meio receoso de falar algumas coisas que só falei quando estava chorando, será que eu deveria ter chorado tanto quanto chorei? Se eu tivesse ficado “bem” perto de você teria sido melhor? A sua resposta teria sido diferente se eu tivesse agido de outra maneira naquele dia? Eu não sei...
Na volta pra casa eu acabei dormindo e morri de frio com aquele ar condicionado, eu não levei uma blusa ou cobertor na mochila tive que usar a camisa que usei na viagem de ida junto com a minha que usei pra te ver pra me esquentar e até que aquele celular pé de boi que eu levei na mochila pra alguma emergência serviu de alguma coisa, quando a mulher do meu lado desceu pra ir no banheiro em Resende eu levantei, peguei ele e usei ele pra te ligar, naquela hora a única coisa que eu queria saber é se você tinha chegado bem em casa...Por isso te acordei algumas vezes naquela noite, as poucas coisas que eu lembro da conversa é você falando que esperou até a 1 da manhã pro ônibus passar mas que você tinha chego bem e você falando que estava sentindo a minha falta. Na hora eu fiquei extremamente feliz por ouvir aquilo e triste porque eu também estava sentindo a sua falta e não era pouco.
São 1:30 da manhã, véspera de Natal e eu falei a alguns minutos com você sobre uma pessoa que falou comigo e por incrível que pareça essa pessoa tem o menor tipo de ligação possível comigo ela tem mais com você: o Andriel.


Ele me falou isso alguns dias depois de “terminarmos”, idiota não? Ele falou algo tão simples mas que hoje eu estou passando por isso...Eu não deixei de te amar e sinto a sua falta. As desgraças que fiz com você eu nunca deveria ter feito e muito menos você ter passado por aquilo...Como você mesmo disse pra mim no dia que eu fui ai, se eu vi e fiz parte da sua melhora ao longo do tempo: “Porque eu ignorei tudo isso e sumi?”. Eu me arrependo muito te ter feito “nada” e de não ter te visitado antes, como o título do texto diz: o dia que eu fui te ver deveria ter tido uma outra data, uma data muito posterior a essa.
No sábado teve o churrasco do povo da sala e eu fui, admito que não estava muito animado por causa do que aconteceu na sexta entre a gente mas alguém tinha que ir pra fazer o churrasco hehe. Eu poderia ter bebido até cair pra tentar ajudar a esquecer essas coisas só que eu não bebo cerveja, eu bebi um copo de vodka de citrus e de frutas vermelhas pra experimentar e pelo amor de Deus, que treco horrível compraram uma marca tão barata que parecia que eu estava bebendo álcool de cozinha, depois disso eu parei e fiquei só na minha boa e velha coca. Quando acabou o churrasco aconteceu aquilo que eu já te contei sobre a minha mãe e naquela hora eu só queria te ligar, ter alguém pra me acalmar...Quando você atendeu e disse que não podia falar eu só tive a reação de perguntar: “Mais tarde você vai poder falar comigo?” só que você disse que não estava me escutando, eu fiquei quieto com a Magali no meu quarto esperando a minha mãe chegar em casa e ela chegou bem. Eu briguei tanto com ela, eu estava tão bravo que ela ficou sem graça de não ter avisado ninguém. Quando ela pediu pra não ficar bravo com ela eu abracei ela e comecei a chorar de novo... Não sei quando eu fiquei tão sentimental pra chorar tão fácil, se você for pensar eu não chorava por nada a algum tempo atrás, acho que eu aprendi a demonstrar o que sinto por aquilo que é importante pra mim.
Depois que eu te vi fiquei uns dias com a cabeça pesada só pensando em você, fiquei conversando com todo mundo...Triste por não ter dado arrumado as coisas mas uma coisa que eu percebi ai com você é que apesar de tudo você me olhava com os mesmos olhos de sempre. Talvez eu esteja criando isso só pra eu ter alguma coisa para me segurar e acreditar que o sentimento entre nós não morreu...Eu quero acreditar nisso. Sei que agora as coisas são muito difíceis mas porque não mais pra frente? Sei que mesmo depois de alguns anos as coisas com você não vão mudar, pelo menos não o carinho e amor que tenho por você.
Lela perdão por tudo que eu fiz. Um dia (quem sabe) gostaria de poder arrumar as coisas com você novamente do meu lado...Espero que quando esse dia chegar você ainda me ame.
Obrigado por ter passado esse dia comigo...Foi o melhor dia do meu ano, você não tem ideia de como isso me fez feliz. Esse texto pode estar bastante confuso mas saiba que eu estou escrevendo isso aqui de coração e somente para você.
Caso eu não consiga te ligar amanhã, você não veja as mensagens ou simplesmente não teve tempo de ler esse texto, desejo a você e a sua família um Feliz Natal com tudo de melhor pra vocês porque é isso que vocês merecem, toda a felicidade possível.




Um beijo daquele que se arrepende do que fez mas que deseja melhorar para te fazer sorrir novamente, Guilherme Paixão.

Eu te amo.

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Nha nha *-*

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